AO INFINITO!!!!
Vim trazer o que prometi =)
Sei que é difícil andar por aqui pelo blogger, mas irei fazer o meu melhor!
Espero que gostem da Primeira parte do Meu Vampiro =)
Beijinhos!
Sei que é difícil andar por aqui pelo blogger, mas irei fazer o meu melhor!
Espero que gostem da Primeira parte do Meu Vampiro =)
Beijinhos!
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*Filipa*
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T
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udo
estava muito calmo e eu sentia-me um pouco em paz. A vida corria normalmente
desde o acidente, aquele terrível acidente que tinha tomado a vida da minha
família. Estava noiva de um rapaz maravilhoso, tinha uma família bem
constituída e amava-os a todos, mãe, pai, irmã e avó.
Estávamos
todos a ir de férias para o estrangeiro como sempre queria ter ido, e quando
estávamos a entrar na fronteira com França um camião descontrolou-se e
atravessou-se á nossa frente.
O
meu pai como estava cansado não conseguiu virar a tempo a carrinha de sete
lugares e o camião chocou connosco sem querer abrandar, o nosso carro rolou
estrada fora sem qualquer dó nem piedade, o que fez que eu acorda-se uns meses
depois no hospital, pois tinha estado em coma induzido, e só dois meses depois
recuperei a consciência, o que me fez sentir zonza e atordoada.
Os
médicos apareceram todos apressados para me retirar as máquinas em que eu tinha
estado ligada durante aquele tempo, e ao poucos e poucos foram desaparecendo,
deixando-me sozinha com um fraco sentido de liberdade.
Mas
as noites iam-se prolongando e eu tinha sempre o mesmo pesadelo. A aproximação
do camião, a carrinha a girar!
Deus
do céu! Apesar de já terem passado dois anos a memória e o remorso ainda
continuam bem presentes no meu dia-a-dia.
Durante
os primeiros meses depois do acidente, eu andava a aprender novamente a andar,
pensar sem desesperar, etc.
Só
depois de um ano, eu voltei ao normal, mas já não era mais eu (para dizer a
verdade essa pessoa já nem existia mais), tinha mudado e muito, a base, é que
já ninguém me reconhecia.
Antes
era uma rapariga alegre e sempre a que tinha montes de amigos e amigas, apesar
de nem sempre gostarem de mim como pessoa, aceitavam-me como era, mas
infelizmente, isso foi á muito tempo! Agora sou mais um dos “desempregados” com
dinheiro do nosso país, e além disso virei para gótica, infelizmente, mas estou
bem e sinto-me bem assim.
Não
foi algo planeado, mas a maquilhagem ajuda a disfarçar as minhas grandes
olheiras e nenhum tipo de creme o faz tão bem quanto uma base preta bem
carregada.
-
Filipa, nós já deveríamos estar no restaurante!
Não
olhei para ela pois estava a colocar o rímel, mas no final, olhei para ela e
tentei perceber o porquê da inquietação.
-
Sabes que odeio esses locais!
-
Porquê? Só porque antes passavas lá a vida?
Olhei
para ela de lado e percebi exactamente ao que ela se queria referir, o que a
colocou muito incómoda.
-Pois,
eu não tenho culpa disso!
Baixou
a cabeça e percebi que ela estava arrependida.
-
Não te preocupes Anabela, o que passou, passou!
Fui
para ao pé dela e peguei-lhe na mão sem qualquer tipo de medo de ser afastada e
saímos porta fora como duas adolescentes.
Era
a primeira vez desde o acidente que eu tinha conseguido aproximar-me do
restaurante da minha família. Eu continuava a administrá-lo, mas nunca mais lá
tinha conseguido entrar novamente, pois tinha medo das recordações que emanavam
daquele local e o que elas me poderiam vir a fazer, tornando-me numa louca!
Parei
á frente da entrada principal como se no interior estivesse um monstro e sem
que desse conta, eu tinha dado um passo atrás.
-
Força Filipa! Vais ver que ele não morde!
Olhei
para ela e tentei andar em frente, mas os meus pés estavam congelados no
pavimento.
-
Não me obrigues a entrar ai! Por favor!
-
Faz esse pequeno esforço por mim.
A
verdade é que estava congelada, mas aos poucos, algo começou a atrair-me para o
interior e comecei a relaxar, andando a passos largos para o interior que nem
um animal ansioso.
Ela
agarrou-me no braço e entramos as duas com muita curiosidade do que iríamos
ver.
Lá
dentro receberam-me imediatamente com um sorriso na cara, o que eu retomei, mas
que desapareceu de seguida pois deu-me um aperto cá dentro.
Deixei-me
guiar por aquela enorme sala, que eu conhecia de um canto a outro, e estanquei
quando eu vi pelo canto do meu olho a enorme mesa onde nós costumávamos jantar,
eu e a minha família aos fins-de-semana, sem perdermos um único dia.
As
imagens de imensa felicidade vieram em ondas e eu comecei a chorar sem qualquer
pingo de bom senso.
-
Desculpa, mas não irei conseguir fazê-lo!
Soltei-me
do seu agarre e corri daquele local como o demónio foge da cruz.
-
Filipa!
Sentia
os olhos de toda a gente em cima de mim e pareciam sabe-se lá o quê!
E
fugi como a cobarde que era!
Tinha
a certeza e sempre soube que ainda não estava preparada para ir a aquele local,
mas ela quis saber? Não! Claro que não! Também porque deveria?
Os
sentimentos vieram novamente ao de cima e eu tentei suprimi-los, mas não
consegui, pois vinham muito fortes. O sorriso da minha mãe, o carinho do meu
pai, a esperança irremediável da minha avó, a vida incontrolável da minha
irmãzinha e o amor incondicional do meu noivo!
Mas
agora tinha sido tudo em vão, tinha perdido toda a minha razão para viver
naquele acidente!
Saí
dali para fora a correr sem dizer mais uma única palavra.
Choquei
com uma pessoa no exterior e caí estatelada no chão enquanto chorava sem
cessar.
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